E a bandeira anarquista tremulou neste no 1º de Maio de 2026!

Enquanto outros se perguntavam o que fazer no 1º de Maio de 2026, a FACA, em conjunto com a União Anarquista Federalista (UAF) propôs, e a luta aconteceu. Do sul ao norte do Estado, a bandeira preta e vermelha voltou a se erguer onde o sistema gosta de pisar: nos bairros operários, nas fábricas silenciadas pelo medo, nos muros cinzentos da exploração. Mas foi em Cachoeiro de Itapemirim que o chão tremeu de novo. Ali, na terra onde a história não morreu, o anarquismo mostrou que ainda respira fundo – com colagens, panfletos e rodas de conversa que despertaram a classe trabalhadora do torpor eletrônico.

Em Cachoeiro, a bandeira preta e vermelha tremulou novamente. Não como peça de museu, mas como fogo vivo. A FACA esteve lá para lembrar que o fascismo avança, que o Congresso cospe ódio, que as milícias urbanas e os pastores armados querem nos dobrar. Mas a resposta foi a mesma de sempre: organização de baixo para cima, autonomia, rebeldia. Homens e mulheres trabalhadores de Cachoeiro pararam, leram, discutiram. A escala 6×1 foi denunciada. O assédio moral, a inteligência artificial que descarta gente como peça defeituosa, os robôs que roubam o suor – tudo isso foi nomeado, escrachado, enfrentado. A FACA não fala sozinha: ela costura a voz de quem vive do braço.

E enquanto a cidade de Cachoeiro de Itapemirim via a bandeira dupla – preta como a fome que o capital espalha, vermelha como o sangue derramado em pelos Mártires de Chicago – a FACA espalhou sementes também em Vitória, Vargem Alta, Alegre, Piúma, Marataízes, Itapemirim. Mas é no sul capixaba que a chama pegou com mais força, porque lá o povo sabe que a guerra de classes não acabou. Não acabou em 1936, não acabou na ditadura, não acabou agora. A bandeira que tremulou em Cachoeiro é a mesma que tremulará nas próximas batalhas. A FACA não pede licença: ela entra pela porta da fábrica, pelo porto da escola, pelo beco da periferia.

E o 1º de Maio de 2026 foi só o aquecimento. A Federação Anarquista Capixaba está nas ruas, mas precisa de mais braços, mais mentes, mais fúria organizada. Se você quer ver a bandeira preta e vermelha tremulando em cada esquina, se está cansado de patrão, pastor, juiz e robô decidindo sua vida, chega junto.

Filie-se à FACA. Venha construir conosco a única força que pode parar o capital: a classe trabalhadora em pé, armada da sua própria consciência e organização.

Procure a Federação Anarquista Capixaba.

A luta te espera!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Filiada à União Anarquista Federalista – UAF

1M-2026: A gente ainda nem começou.

Reproduzimos o texto publicado pela União Anarquista Federalista (UAF) em seu site https://uafbr.noblogs.org/ acerca do Primeiro de Maio de 2026:

Por consenso, toda a UAF se articulou em torno da iniciativa proposta pela Federação Anarquista Capixaba (FACA) de realizar uma semana de propaganda e luta com a classe trabalhadora no nosso imenso território brasileiro neste primeiro de maio de 2026.

Procedemos a colagens, panfletagem, rodas de conversa. Relembramos a história do primeiro de maio, destacamos a atual destruição de postos de trabalho, a hiperexploração, o aniquilamento de parte da mão de obra por máquinas, robôs e inteligência artificial. Denunciamos firmemente a continuidade e avanço do fascismo no Brasil. Conversamos sobre a situação sindical e a necessidade de termos associações de trabalhadores que atendam aos interesses dos trabalhadores e não de elites sindicais ou partidos políticos.

Fruto da luta histórica dos trabalhadores e trabalhadoras, destacamos a necessidade da redução da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, conquista de melhores salários e combate contra o assédio moral – hoje uma das ferramentas mais utilizadas para explorar e controlar a classe trabalhadora – seja no setor privado, seja no setor público.

Denunciamos o ódio difuso no Congresso Nacional, no Executivo e Judiciário brasileiros, nas escolas, nas redes sociais, associado ao legado autoritário e à tortura da Ditadura Militar no Brasil, que se soma à crescente militarização da sociedade. Notável na multiplicação de milícias paramilitares urbanas, do agronegócio, de evangélicas, neonazistas e narcotráfico. Tudo isso divulgado impunemente e massivamente pelas empresas de tecnologia. Apoiadoras do culto ao ódio, seja este transmitindo a tortura de animais ou a agressão a moradores de rua.

Nossa ginástica neste 1M-2026, realizada por mulheres e homens trabalhadores, levou esta mensagem de reflexão e ação ao Espírito Santo nas cidades de Vitória, Vargem Alta, Alegre, Piúma, Marataízes, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim; em Minas Gerais nas cidades de Contagem e Lajinha; no Rio de Janeiro nas cidades de Bom Jesus do Itabapoana e Campos dos Goytacazes; e na Bahia para Mata de São João e Salvador. (Seguem algumas fotos abaixo).

A gente ainda nem começou. Pois não teve início em 01 de maio de 2026 e não terminou em 19 de julho de 1936. Continuaremos trabalhando para criar ferramentas que fortaleçam a classe trabalhadora para construir a libertação da superexploração capitalista, para que a educação promova a fraternidade e que a sociedade conquiste a igualdade.

Sem as pessoas trabalhadoras, sem a classe trabalhadora, a vida no planeta seguirá ameaçada em benefício das elites capitalistas.

União Anarquista Federalista
02 de maio de 2026.

Vida precária, punho erguido: organizar ou morrer

Reproduzimos o texto publicado pelo camarada Liberto Herrera em seu website, por ocasião do 1º de Maio de 2026.

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Chega.

Chega de esperar o salvador de paletó, o sindicato de mãos dadas com o patrão, o político que vai nos dar a mão enquanto a outra nos apunhala pelas costas. Chega de assistir, de lamentar, de compartilhar artigo de opinião e achar que isso é luta. A passividade é o nosso verdadeiro algoz. Ela é a saliva que lubrifica a guilhotina.

Olhem ao redor. A precarização não é acidente, é projeto. Seu salário que não dá pra carne, seu aluguel que come três quartos do mês, seu tempo de vida trocado por migalhas e um atestado de burnout – tudo arquitetado. As guerras não são loucura de poucos: são negócio. Cada bomba que explode longe é financiada pelos mesmos bancos que te negam crédito, pelos mesmos fundos que compram sua dívida, pelos mesmos governos que nos chamam de “ameaça” quando pegamos numa bandeira negra.

E a decadência burguesa? Olhem para o espetáculo. Celebridades vendendo ansiedade como estilo de vida, influenciadores pregando resiliência pra quem não tem o que comer, uma cultura que transforma desespero em entretenimento. O inimigo não está apenas na fábrica, no quartel ou no palácio. Ele está dentro da nossa cabeça quando acreditamos que “não tem jeito”, que “é assim mesmo”, que o máximo que podemos fazer é votar e rezar.

Mentira.

A resposta não virá de cima. Nunca veio. Virá de nós, dos nossos punhos suados, das nossas costas doloridas, das nossas noites em claro costurando lona para barricada ou imprimindo panfleto na gráfica do companheiro que arrisca o couro. A resposta é luta. E luta sem organização é espasmo.

Por isso, para o Primeiro de Maio de 2026, não quero ver bandeira institucional hasteada por burocrata de gravata. Quero ver assembleia no bairro, piquete na porta do armazém que explora, greve geral começando às 6h da manhã. Quero ver o trabalho parado, a produção interrompida, o silêncio ensurdecedor das máquinas que só se calam quando nós mandamos. Quero ver os precarizados – entregadores, terceirizados, intermitentes, os “sem-direitos” – descobrindo que o poder está na rua, não no aplicativo.

Organização não é burocracia. É reconhecer o companheiro do lado, saber em quem confiar quando o gás lacrimogêneo descer. É ter um plano, um fundo de resistência, uma gráfica, um telégrafo humano. É aprender com os que vieram antes – os anarquistas que tombaram nas fábricas, nos campos, nas guerras civis – e aplicar ao nosso tempo. O inimigo tem inteligência artificial e satélite. Nós temos o que ele nunca terá: a certeza de que a terra é de quem nela põe os pés e o suor.

1º de Maio de 2026: vamos parar o mundo. Não com pedido, não com abaixo-assinado, não com marcha light autorizada pela prefeitura. Vamos parar com ação direta. O dia em que nenhum caminhão circular, nenhum lixo for coletado, nenhuma aula for dada, nenhum prato for lavado no restaurante. O dia em que a burguesia olhar pela janela e ouvir o silêncio da produção parada – o barulho mais aterrorizante que existe pra quem vive de explorar.

A precarização da vida só vence quando aceitamos migalhas em troca de sossego. As guerras só continuam enquanto a classe trabalhadora se mata entre si por bandeirinhas. A decadência só é suportável enquanto nos anestesiamos com consumo e futilidade.

Nosso grito não é por “inclusão” no sistema. Nosso grito é pelo fim do sistema.

Organizar ou ser aniquilado. Lutar ou apodrecer.

Dia 1º de Maio de 2026, a terra treme. E não será terremoto. Serão nossas botas no asfalto.

Vidas precárias, nenhum minuto a mais de passividade. Às ruas, companheiros. O futuro não espera – ele se toma.

Liberto Herrera.

Fonte: https://libertoherrera.noblogs.org/2026/04/27/vida-precaria-punho-erguido-organizar-ou-morrer/

Nenhum direito a menos! Mais por conquistar…

A Federação Anarquista Capixaba divulga amplamente o chamado da UAF para este 1º de Maio de 2026, convidando a todxs a participar e difundir!

Pagando aluguel, energia, alimentação, água, gás e transporte não sobra pra saúde nem para doença, não sobra para lazer nem para descanso: de Norte a Sul, do litoral ao sertão, o salário acaba antes do fim do mês.

O empreendedorismo é a ilusão vendida como solução de hoje à falta de trabalho com CLT ou Estatutário. Nos incentivam a criar, produzir, oferecer serviços, mentindo que seremos patrões de nós mesmos. A verdade verdadeira é que os BANCOS e o ESTADO brasileiros financiam as grandes empresas nacionais e multinacionais, na indústria e agronegócio com “juros” de compadres e aos pequenos sobra sua força de trabalho e a sorte.

Lutamos e conquistamos, no início do século XX, no Brasil a jornada de 8 horas de trabalho. Hoje, trabalhamos mais horas, ganhamos menos e a propaganda nas redes sociais, rádios, televisão é que hoje temos mais liberdade de usar nosso tempo. Mas, como posso usar “meu” tempo se tenho de trabalhar 12 horas e não me sobra dinheiro? E se eu ficar doente? Índigena Galdino queimado vivo nas ruas de Brasília. Adolescentes classe média promovem estupro coletivo no Rio de Janeiro. Criança preta morta indo para aula em Belém. Mulher assassinada em Cuiabá pelo ex-marido.

Cachorro Orelha assassinado a pauladas numa praia da elite Catarinense. Chacina do Cabula executada por policiais militares.Pobreza, impunidade, ausência de educação, propaganda do ódio, superexploração do trabalhador e da trabalhadora?

Nossos sindicatos estão tomados por partidos políticos de direita, esquerda e fascistas. O fascista Bolsonaro e sua política negacionista hipócrita promoveu a morte de mais de 700 mil brasileiros e brasileiras. O Congresso Nacional e o governo Lula 3 mantém a militarização da sociedade crescente com ESCOLAS MILITARIZADAS, GUARDAS MUNICIPAIS MILITARIZADAS, MILITARIZAÇÃO DE TERRITÓRIOS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS, AUMENTO DE GASTOS MILITARES, INVESTIMENTO EM INDÚSTRIAS ARMAMENTISTA MILITAR, REDUÇÃO DOS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO E SAÚDE. O sindicato é uma ferramenta. É nossa ferramenta que foi roubada.

A UAF é uma associação anarquista federalista de coletivos e indivíduos que trabalha para construir e firmar no Brasil alternativas de vida, de organização social e econômica justa e igualitária fora, paralela e para além do capitalismo, entendendo, vivendo e praticando a unidade de justiça e liberdade, a unidade de pessoa e natureza pelo bem viver. Oferecemos nossa mensagem à todas trabalhadoras e trabalhadores neste Primeiro de Maio de 2026 com o propósito de juntos defendermos nossos direitos e construirmos um vida melhor, mais digna, mais justa, com mais liberdade.

SAUDAÇÕES TRABALHADORA E TRABALHADOR Brasileiros!

União Anarquista Federalista – UAF

Filiada à Internacional de Federações Anarquistas – IFA

uafbr.noblogs.org

COMUNICADO – AGENDA DE ATENDIMENTOS JURÍDICOS E SINDICAIS

A Federação Anarquista Capixaba (FACA), filiada à União Anarquista Federalista (UAF), informa as seguintes datas para atendimentos voltados a orientações jurídicas e sindicais no território dominado pelo estado do Espírito Santo:

  • 09 de abril de 2026 – Guarapari/ES
  • 17 de abril de 2026 – Ibatiba/ES
  • 24 de abril de 2026 – Pedro Canário/ES

Pessoas interessadas em participar dos atendimentos devem realizar agendamento prévio por meio do endereço eletrônico: fedca@riseup.net

A FACA reitera seu compromisso com a prestação de apoio técnico e comunitário no âmbito trabalhista e legal, de forma autônoma e solidária.

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Nasce o Livro Livre: Um Ponto de Resistência Anarquista no Sul do Espírito Santo

A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, berço de uma cultura muitas vezes aprisionada pelas elites, ganha um sopro de liberdade e resistência. A União Anarquista Federalista (UAF), em parceria com a Federação Anarquista Capixaba (FACA), lança o projeto Livro Livre: um ponto físico de troca de livros baseado no mais puro princípio do apoio mútuo. Aqui, não há moeda, não há patrão, não há catraca. Deixe um livro, leve outro. É um ato simples, mas profundamente subversivo em um mundo que tenta mercantilizar cada aspecto de nossas vidas e conhecimentos.

Este espaço é mais do que uma estante; é um marco territorial da cultura libertária na cidade. É um convite para que a classe trabalhadora, os estudantes, os artistas e todos os inconformados ocupem esse pedaço da cidade com ideias que o sistema quer ver esquecidas. Ao colocar em circulação livros sobre anarquismo, anticapitalismo, feminismo, ecologia social e história vista de baixo, estamos construindo as trincheiras ideológicas da nossa luta. Cada livro retirado é uma semente plantada; cada livro doado é um tijolo no muro da resistência popular.

Funciona pela solidariedade e pela confiança, valores que o capitalismo tenta destruir diariamente. Se você tem livros pegando poeira em casa, traga-os para ganharem vida nova nas mãos de outros combatentes. Se você busca conhecimento para entender o mundo e transformá-lo, venha buscar. Não se trata de caridade, mas de responsabilidade coletiva com a formação da nossa classe. O projeto Livro Livre vive pela comunidade e para a comunidade, sendo um exercício prático de autogestão e horizontalidade, mostrando que podemos organizar nossa cultura e nossa educação sem esperar permissão do Estado ou dos empresários.

Por isso, conclamamos todos os moradores de Cachoeiro e região: venham conhecer, participem, doem, levem, divulguem. Apoiem essa iniciativa que aquece nossos corações e mentes para a batalha das ideias. O futuro que queremos construir, sem exploração e sem opressão, passa também por gestos como esse. O Livro Livre é nosso, é de quem o fizer. Ocupe a cultura, liberte-se! Viva a UAF! Viva a FACA! Pelo apoio mútuo e pela revolução social!

União Anarquista Federalista – https://uafbr.noblogs.org/

Federação Anarquista Capixaba – https://federacaocapixaba.noblogs.org/

English version:

The “Free Book” is Born: A Point of Anarchist Resistance in the South of Espírito Santo, Brazil.

The city of Cachoeiro de Itapemirim, birthplace of a culture often imprisoned by the elites, gains a breath of freedom and resistance. The Anarchist Federalist Union (UAF), in partnership with the Capixaba Anarchist Federation (FACA), launches the Free Book project: a physical book exchange point based on the purest principle of mutual aid. Here, there is no currency, no boss, no turnstile. Leave a book, take another. It is a simple act, but profoundly subversive in a world that tries to commodify every aspect of our lives and knowledge.

This space is more than a bookshelf; it is a territorial landmark of libertarian culture in the city. It is an invitation for the working class, students, artists, and all nonconformists to occupy this piece of the city with ideas that the system wants to see forgotten. By circulating books on anarchism, anti-capitalism, feminism, social ecology, and history from below, we are building the ideological trenches of our struggle. Each book taken is a seed planted; each book donated is a brick in the wall of popular resistance.

It operates on solidarity and trust, values that capitalism tries to destroy daily. If you have books gathering dust at home, bring them so they can gain new life in the hands of other fighters. If you seek knowledge to understand the world and transform it, come and get them. This is not about charity, but about collective responsibility for the education of our class. The Free Book project lives by the community and for the community, being a practical exercise in self-management and horizontality, showing that we can organize our culture and our education without waiting for permission from the State or businessmen.

Therefore, we call upon all residents of Cachoeiro and the region: come and see, participate, donate, take, spread the word. Support this initiative that warms our hearts and minds for the battle of ideas. The future we want to build, without exploitation and without oppression, also involves gestures like this. The Free Book is ours, it belongs to those who make it happen. Occupy culture, free yourself! Long live the UAF! Long live the FACA! For mutual aid and social revolution!

União Anarquista Federalista – https://uafbr.noblogs.org/

Federação Anarquista Capixaba – https://federacaocapixaba.noblogs.org/

8 de Março: A Classe Trabalhadora em Luta contra a Exploração e o Machismo!

A Federação Anarquista Capixaba (FACA) convoca todas as mulheres trabalhadoras, transmasculines, não-bináries e homens que se colocam ao lado da classe para ocupar as ruas no próximo 8 de Março. O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora não é uma data comercial para flores e parabéns vazios; é um dia de luta, de denúncia e de combate! Lutamos contra um sistema que explora duplamente a mulher: na fábrica, no escritório, no campo e dentro de casa. O capitalismo se alimenta do nosso trabalho precarizado e o Estado, com sua estrutura patriarcal, criminaliza nossas existências e mantém as engrenagens da opressão girando. Por isso, neste 8 de março, nossa resposta será com os punhos cerrados e os gritos de quem não aceita ser subjugada!

Em breve divulgaremos os detalhes do Ato que sacudirá a passividade e denunciará o machismo estrutural que mata, violentada e silencia. Lutamos contra o feminicídio, contra a misoginia, contra a desigualdade salarial e contra a exploração do nosso corpo e do nosso trabalho. Não aceitaremos migalhas! Não aceitaremos políticas paliativas de um governo que defende os interesses dos patrões! A libertação das mulheres será obra das próprias mulheres em aliança com toda a classe trabalhadora organizada, derrubando não apenas o patriarcado, mas o sistema que o sustenta: o capital e seu Estado.

Traga sua raiva, sua coragem, suas faixas e sua disposição para construir, desde já, o poder popular que enterrará este mundo de misérias. Que o 8 de Março seja mais um passo na nossa organização e na nossa luta diária por uma sociedade sem patrões, sem Estado e sem opressão de gênero. A FACA estará na linha de frente, porque sabemos que a luta das mulheres é a luta de todos os explorados. A nossa liberdade será conquistada na rua, lado a lado, com a força de quem não teme a batalha. Até que todas sejamos livres!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

English version:

The Capixaba Anarchist Federation (FACA) calls upon all working women, transmasculine people, non-binary people, and men who stand with the working class to take to the streets this coming March 8th. International Working Women’s Day is not a commercial holiday for flowers and empty congratulations; it is a day of struggle, of denunciation, and of combat! We fight against a system that doubly exploits women: in the factory, in the office, in the fields, and inside the home. Capitalism feeds on our precarious labor, and the State, with its patriarchal structure, criminalizes our existence and keeps the gears of oppression turning. Therefore, this March 8th, our response will be with clenched fists and the shouts of those who refuse to be subjugated!

Soon we will release the details of the Action that will shake passivity and denounce the structural sexism that kills, violates, and silences. We fight against feminicide, against misogyny, against the wage gap, and against the exploitation of our bodies and our work. We will not accept crumbs! We will not accept palliative policies from a government that defends the interests of the bosses! The liberation of women will be the work of women themselves, in alliance with the entire organized working class, tearing down not only patriarchy, but the system that sustains it: capital and its State.

Bring your anger, your courage, your banners, and your willingness to build, right now, the popular power that will bury this world of miseries. May March 8th be another step in our organization and in our daily struggle for a society without bosses, without a State, and without gender oppression. FACA will be on the front lines, because we know that women’s struggle is the struggle of all the exploited. Our freedom will be won in the streets, side by side, with the strength of those who do not fear the battle. Until all women are free!

Capixaba Anarchist Federation (FACA)

Por um mundo novo: apoie a participação da UAF no congresso anarquista

Olá companheiras e companheiros, amigos e amigas,

Para garantir a participação de um representante da União Anarquista Federalista (UAF) no Congresso 2026 da Internacional de Federações Anarquistas (IFA), produzimos estas camisas para divulgar a causa e arrecadar fundos para a viagem. O valor é de R$ 70,00 por camisa. Abaixo estão algumas estampas disponíveis.

A entrega para fora da Bahia e do Espírito Santo será feita pelos Correios, com frete pago pelo comprador.

Para as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, o Núcleo Sereno Anarquista ficará responsável pela comercialização e distribuição. Os pedidos devem ser feitos pelo e-mail aguaslivres@riseup.net.

Em Salvador, você pode retirar sua camisa na Maloca Libertária ou combinar um local de entrega.

No Espírito Santo, as camisas estarão disponíveis em Vitória e Cachoeiro de Itapemirim, também com a possibilidade de combinar ponto de entrega.

A distribuição no Sul e Sudeste será realizada pela Federação, através do e-mail fedca@riseup.net.

Apoie a causa, o trabalho e a luta por um mundo novo!

Está em nossas mãos a conquista da liberdade!

União Anarquista Federalista (UAF) e Federação Anarquista Capixaba (FACA)

EM BREVE: NOVOS CURSOS DE AUTODEFESA DA FACA!

A Federação Anarquista Capixaba concluiu recentemente mais um ciclo de seu Curso de Autodefesa, onde companheiras e companheiros puderam aprender e trocar conhecimentos fundamentais para a proteção individual e coletiva. A iniciativa reforça nosso compromisso com a construção de um povo forte e organizado, capaz de enfrentar a violência do Estado e dos grupos reacionários. A autodefesa é um pilar da autonomia popular e um ato de resistência direta.

Diante do sucesso e da alta procura, informamos que novas turmas serão formadas em breve! Seguiremos ampliando esta ferramenta de luta, porque acreditamos que a organização e a capacidade de defesa são passos concretos na construção do nosso ideal. Fiquem atentos aos nossos canais para as inscrições. A luta se faz com estudo, organização e ação direta!

E se tem interesse em organizar um curso em sua cidade, nos escreva!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Das Mãos Vazias às Mãos que Se Defendem: A FACA Promove Formação de Autodefesa no Espírito Santo

Em um ato de preparação diante da crescente violência estatal e paramilitar, a Federação Anarquista Capixaba (FACA) ocupou o território dominado pelo estado do Espírito Santo para realizar, no último 13 de outubro de 2025, em Guarapari, uma formação em defesa pessoal voltada para a classe trabalhadora. A ação, organizada de forma horizontal e autogerida, visou armar corpos e mentes contra a repressão cotidiana, transformando um espaço de lazer imposto pelo capital em um território temporário de auto-organização e aprendizado coletivo. Longe dos aparatos de segurança do Estado, que protegem a propriedade e criminalizam a pobreza, xs trabalhadorxs capixabas praticaram a autodefesa como princípio fundamental da libertação.

Esta iniciativa vai além da mera reação física; é um gesto profundamente político de desobediência à lógica que entrega nossa segurança aos mesmos aparatos que nos oprimem. Enquanto o Estado monopoliza a violência para garantir a ordem do capital, a FACA reafirma que a verdadeira segurança nasce da solidariedade de classe e da capacidade de defesa coletiva. Aprender a proteger o próprio corpo e o do companheiro é o primeiro passo para proteger a comunidade e o território das incursões do Capital e de suas forças de repressão, construindo uma trincheira de corpos indisponíveis para a dominação.

A formação em Guarapari não é um evento isolado, mas um elo na cadeia de ações diretas que buscam forjar a autonomia popular. Ao proporcionar esses saberes, historicamente restritos às forças de segurança, a FACA pratica a educação libertária que entrelaça teoria e prática, gestando o embrião da sociedade livre que almejamos: uma onde o povo, organizado e consciente de seu poder, não apenas resiste, mas constrói as bases materiais de um mundo sem patrões e sem Estado. Cada golpe desferido com técnica é um não à submissão; cada esquiva, uma negação prática à passividade imposta.

Federação Anarquista Capixaba – FACA