Votar é domesticar a revolta

Companheir@s, chega de acreditar no conto de fadas da democracia burguesa! A urna não é um instrumento de libertação, mas um caixote onde enterramos nossa autonomia enquanto os algozes do capital afiam suas garras. O voto é o ópio do povo moderno, a válvula de escape que a classe dominante inventou para nos fazer cúmplices da nossa própria submissão. Enquanto depositamos nossa esperança num papel amassado, a polícia segue trucidando a periferia, o patrão segue espremendo o suor do operário e a máquina estatal segue girando para acumular riqueza nas mãos de poucos. Não se iluda: a cabine indevassável é o túmulo da revolta.

Olhe para o Espírito Santo, essa terra fértil regada a sangue indígena e suor escravo. Escolher entre o coronel Ferraço e o oportunista Pazolini é o mesmo que escolher entre a coronhada e o cassetete. Ambos são fantoches do mesmo sistema podre; ambos juram lealdade à mesma Constituição feita para proteger o latifúndio e o capital financeiro. Com Ferraço ou Pazolini, o trabalhador de Cariacica continuará acordando às 4 da manhã para ganhar um salário que mal paga o pão. A juventude negra de Vila Velha continuará sendo alvo da bala perdida. As terras indígenas continuarão sendo invadidas pelo agronegócio assassino. Não há saída institucional para a violência estrutural, porque a violência é a própria base da instituição. A troca de máscaras no carnaval da opressão não engana ninguém que tenha sangue nos olhos.

Nós, anticapitalistas e antiestatistas, recusamos esse jogo de cartas marcadas. Nossa liberdade não se conquista numa fila de domingo, mas se constrói no dia a dia, com as mãos calejadas e a solidariedade ardendo no peito. Nossa práxis é o apoio mútuo – o prato de comida dividido na ocupação, o remédio conseguido sem burocracia, a defesa coletiva contra o despejo. Nossa bússola é a autogestão – a fábrica tomada que produz para as necessidades da comunidade, a horta urbana plantada onde antes havia entulho, a escola horizontal onde o saber é trocado e não imposto. Nosso horizonte é o federalismo – a articulação descentralizada entre bairros e cidades, sem chefes, sem presidentes, sem governadores, onde a decisão emerge da base para a base. Enquanto os políticos negociam em gabinetes climatizados, nós tecemos redes de resistência que ignoram as fronteiras do estado capixaba.

E é aí que mora a diferença crucial. Enquanto a mídia e os partidos hipnotizam as massas com o ritual eleitoral, a Federação Anarquista Capixaba (FACA) está na trincheira real, construindo o amanhã hoje. Não nos vemos nas câmaras legislativas, mas nas cozinhas coletivas alimentando os famintos; não nos vemos nos palanques, mas nas assembleias de bairro organizando a luta contra o aumento da passagem; não nos vemos nos decretos, mas nas ocupações urbanas que devolvem à terra sua função social. A FACA semeia a insubordinação diária, combate o racismo e o patriarcado em cada ato, e organiza a greve geral sem pedir licença ao Estado. A construção da liberdade é um martelo batendo na corrente todos os dias, não uma promessa vazia para daqui a quatro anos.

Portanto, recusemos esse ritual patético que se repete de quatro em quatro anos como um replay do inferno! Recusemos a farsa que nos reduz a meros números em um sistema de dominação. A saída para a classe trabalhadora e oprimida não está na cabine indevassável, mas na rua, na fábrica, na favela e na terra. A saída é o anarquismo – a única doutrina que nos devolve a soberania sobre a própria existência. Rasgue seu título de eleitor, cospe no manual de cidadania burguesa e junte-se a nós! A Federação Anarquista Capixaba está de pé, construindo o amanhã hoje. Não vote. Organize-se. A revolução social é urgente, e ela não espera a benção de nenhum político.

Federação Anarquista Capixaba – FACA
Filiada à União Anarquista Federalista – UAF

ATENDIMENTOS JURÍDICOS DE AGOSTO DE 2026

A Federação Anarquista Capixaba, comprometida com xs exploradxs e com o fortalecimento das lutas sociais no âmbito local, anuncia a realização de atendimentos jurídicos gratuitos nos dias 7 e 14 de agosto. Para assegurar um acolhimento qualificado e uma organização eficiente, todas as consultas serão realizadas exclusivamente mediante agendamento prévio, que deverá ser solicitado pelo endereço eletrônico fedca@riseup.net.

Reiteramos o convite para que todas as pessoas que necessitem desse suporte procurem a Federação, dando continuidade ao movimento de aproximação e confiança que já vem sendo construído coletivamente.

A FACA se reafirma, assim, não apenas como um espaço de acolhimento, mas como um instrumento político e combativo a serviço das pessoas oprimidas que ocupam, vivem e resistem no território atualmente dominado pelo estado do Espírito Santo.

Federação Anarquista Capixaba – FACA
Filiada à União Anarquista Federalista – UAF

Relatório de Atividades – Projeto “Livro Livre”

Período: Últimos seis meses

Apresentação

O Projeto Livro Livre é uma iniciativa da União Anarquista Federalista (UAF) e da Federação Anarquista Capixaba (FACA) de incentivo à leitura e disseminação da cultura anarquista, desenvolvida no território dominado pelo estado do Espírito Santo, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim. Seu principal objetivo é ampliar o acesso da população aos livros, promovendo o compartilhamento de conhecimento, a formação de novos leitores e o fortalecimento da educação por meio da circulação gratuita de obras literárias, educativas e, sobretudo, anarquistas.

Desenvolvimento das Atividades

Durante os últimos seis meses, o projeto manteve suas atividades de forma contínua e organizada. O ponto de troca permaneceu disponível à comunidade, permitindo que qualquer pessoa pudesse deixar um livro e retirar outro gratuitamente, incentivando a economia colaborativa, o acesso à leitura e o apoio mútuo.

Observou-se uma participação crescente da população, com frequentes trocas de livros realizadas por estudantes, professores, famílias e demais moradores da região. O envolvimento da comunidade demonstra o reconhecimento da importância do projeto como instrumento de incentivo à educação e à cultura libertária.

Paralelamente à participação do público, mantivemos o compromisso de abastecer o projeto semanalmente. Foram realizadas reposições constantes do acervo com livros, fanzines e panfletos, garantindo diversidade de títulos e boas condições de uso. Além disso, foram distribuídos panfletos informativos para divulgar a iniciativa e ampliar o alcance do projeto junto à população.

Resultados Observados

Ao longo do semestre, destacam-se os seguintes resultados:

  • Participação ativa e contínua da comunidade nas trocas de livros;
  • Renovação semanal do acervo por meio da inserção de novos materiais;
  • Distribuição regular de panfletos de divulgação e conscientização;
  • Maior visibilidade do projeto na cidade em que ele está instalado;
  • Fortalecimento da cultura anarquista da leitura e do compartilhamento de conhecimento;
  • Incentivo ao reaproveitamento de livros e ao acesso gratuito à informação.

Considerações finais

Os resultados obtidos nos últimos seis meses demonstram que o Projeto Livro Livre vem cumprindo seu propósito social de incentivar a leitura e ampliar o acesso ao conhecimento acerca do anarquismo. A participação constante da população, aliada ao abastecimento semanal realizado pela equipe da UAF-FACA, tem garantido a continuidade e o fortalecimento da iniciativa.

A expectativa para os próximos meses é ampliar ainda mais o acervo disponível, fortalecer a divulgação do projeto e alcançar um número cada vez maior de participantes, consolidando esta ação como uma importante ferramenta de promoção do anarquismo.

União Anarquista Federalista – UAF e Federação Anarquista Capixaba – FACA.

ATENDIMENTOS JURÍDICOS DA FACA – 09/07/2026

A Federação Anarquista Capixaba divulga sua agenda de atendimentos jurídicos e sindicais da segunda semana de julho de 2026.

Todos os atendimentos serão realizados mediante agendamento no e-mail fedca@riseup.net.

09/07/2026: São José do Calçado /ES.

Reforçamos: os atendimentos se darão mediante prévio agendamento no e-mail fedca@riseup.net.

Pela transformação social!

Pelo socialismo libertário!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Federada à União Anarquista Federalista – UAF

ATENDIMENTOS JURÍDICOS DA FACA – 02/07/2026

A Federação Anarquista Capixaba divulga sua agenda de atendimentos jurídicos e sindicais do início do mês de julho de 2026.

Todos os atendimentos serão realizados mediante agendamento no e-mail fedca@riseup.net.

02/07/2026: Iconha/ES.

Reforçamos: os atendimentos se darão mediante prévio agendamento no e-mail fedca@riseup.net.

Pela transformação social!

Pelo socialismo libertário!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Federada à União Anarquista Federalista – UAF

O recrudescimento da barbárie

Reproduzimos e difundimos o texto da camarada A. :

Enquanto o mundo assiste, estarrecido, aos recordes anuais de gastos militares – ultrapassando os 2,24 trilhões de dólares em 2022, segundo o SIPRI, com alta real de 3,7% –, o que vemos é a face mais crua do capital em sua fase terminal. Longe de qualquer necessidade de defesa legítima, essa escalada belicista, acelerada pela guerra na Ucrânia e pelas tensões no Oriente Médio, serve apenas para escorar um sistema em frangalhos. A militarização não é resposta a ameaças externas: é a válvula de escape para crises de superacumulação. Tanques, drones e mísseis são a forma mais violenta de escoar o excesso de capital que não consegue mais se reproduzir na esfera produtiva, desviando a fúria da classe trabalhadora para inimigos imaginários – enquanto o verdadeiro inimigo, o Estado corporativo, segue armado até os dentes.

Por trás de cada contrato bilionário de blindados ou sistemas antiaéreos, há uma teia de sangue e lucro: as gigantes da indústria bélica – Lockheed Martin, Raytheon, BAE Systems – tiveram seus lucros aumentados em mais de 25% no último ano, ao mesmo tempo que cortaram impostos e receberam subsídios estatais. O Estado, longe de ser um árbitro neutro, atua como o maior gestor de negócios da morte, garantindo que a “segurança nacional” seja um eufemismo para o assalto ao orçamento público. Enquanto hospitais fecham, moradias populares são sucateadas e a fome avança, o Banco Central Europeu e o Pentágono encontram verba para porta-aviões e ogivas. Não é defesa: é a lógica do capital vampirizando cada centavo do trabalho social para perpetuar sua dominação através do terror institucionalizado.

Mas a militarização mundial não corrói apenas nossos bolsos – ela estupra a própria possibilidade de vida comunitária. Cada soldado treinado para matar é um companheiro arrancado de suas redes de afeto; cada base militar instalada é um território roubado da agricultura camponesa ou dos biomas, como vemos na expansão da OTAN sobre reservas naturais na Romênia e na Polônia. Os dados são estarrecedores: o setor militar é responsável por cerca de 5,5% das emissões globais de gases de efeito estufa, mais que a aviação civil e o transporte marítimo somados. Exércitos não defendem o planeta: eles o preparam para a aniquilação. A chamada “paz armada” é a maior mentira do século XXI, pois sob o manto da dissuasão, o que se pratica é a normalização da violência como política – e a violência, como bem sabemos, sempre cai primeiro sobre os ombros dos mais pobres, negros, indígenas e periféricos.

Diante disso, a resposta anarquista não pode ser a reforma tímida ou o apelo à “desmilitarização negociada” dentro das câmaras do poder. A alternativa é a desobediência radical: recusa ao serviço militar, sabotagem às cadeias logísticas da morte, ocupação de fábricas de armamentos e construção de redes horizontais de autodefesa popular. Não queremos mais orçamentos participativos para polícias – queremos a extinção de toda hierarquia armada que se arvora em nos proteger. Que venham as assembleias de bairro, os mutirões de cuidado mútuo, as milícias populares desarmadas e organizadas por afinidade. Enquanto o capital e o Estado dançarem a valsa dos mísseis, nós cavaremos trincheiras na solidariedade – porque a única guerra justa é a que destruir, de uma vez por todas, a lógica de que a vida se mede pela capacidade de matar.

A., uma anarquista filiada à FACA.

Outro mundo é possível, em Venda Nova do Imigrante -ES

No dia 04 de junho de 2026, a Federação Anarquista Capixaba realizou uma roda de conversa na Praça Aldo Mineti, em Venda Nova do Imigrante/ES, com o tema “Outro mundo é possível”. A atividade reuniu jovens trabalhadorxs da cidade em um espaço aberto de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre os desafios enfrentados no cotidiano e as possibilidades de transformação social.

Durante o encontro, uma companheira da Federação conduziu o debate, apresentando reflexões sobre as limitações impostas pelo capitalismo e pelo Estado na organização da vida em sociedade. A conversa buscou estimular uma análise crítica das estruturas que moldam as relações de trabalho, o acesso aos recursos e a participação popular nas decisões que afetam a coletividade.

Além da discussão teórica, a atividade contou com exercícios de imaginação coletiva, incentivando os presentes a pensarem em formas alternativas de organização social baseadas na solidariedade, no apoio mútuo, na autogestão e na cooperação. As contribuições dos participantes enriqueceram o debate, trazendo exemplos concretos de resistência, organização comunitária e construção de relações mais horizontais.

A roda de conversa reforçou a importância da construção de espaços de formação e encontro entre trabalhadorxs, fortalecendo vínculos e compartilhando perspectivas de transformação social. A atividade demonstrou o interesse dos participantes em refletir sobre alternativas ao modelo vigente e reafirmou o compromisso da FACA com a construção coletiva de caminhos para uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

Federação Anarquista Capixaba – FACA
Filiada à União Anarquista Federalista – UAF

A crise é permanente, a única saída é horizontal

A crise do capital não é um acidente de percurso, uma fase passageira ou um soluço cíclico que se resolverá com ajustes bem-intencionados. Ela é a sua essência, o seu modo permanente de ser. O capitalismo vive da exploração ininterrupta dos corpos, dos territórios e dos afetos; sua “estabilidade” é apenas o silêncio tenso entre uma catástrofe social e outra. Cada dia de funcionamento normal desse sistema é um dia de crise para a maioria explorada — crise de moradia, de alimento, de saúde mental, de sentido. Reconhecer esse caráter crônico da devastação é o primeiro passo para abandonarmos a ilusão de remendos e assumirmos que a única resposta à altura é uma organização radicalmente nova, que não se deixe domesticar.

As fórmulas que nos ofereceram ao longo de mais de um século já deram todas as provas de seu fracasso. O partido de vanguarda, que prometia tomar o Estado e emancipar a classe, tornou-se sinônimo de burocracia autoritária, fuzilamento de dissidentes e capitalismo de Estado. O sindicalismo institucionalizado, com suas cúpulas negociadoras e fundos de pensão, aprendeu a gerir a miséria enquanto sufocava a revolta espontânea do chão de fábrica. A social-democracia, com seu paraíso de direitos temporários financiados pela espoliação do Sul Global, revelou-se uma trégua frágil, desmontada sem cerimônia assim que a acumulação exigiu. Todas essas receitas partem de um mesmo veneno: a concentração de poder, a delegação da luta a especialistas, a crença de que uns poucos podem decidir por todas. Já testamos a hierarquia sob todos os disfarces — e ela nos devolveu, invariavelmente, novas correntes.

A organização dxs exploradxs, para enfrentar uma guerra que não cessa, precisa ser tão viva e capilar quanto o próprio ataque. Precisa ser horizontal, onde cada voz tenha peso real e as decisões brotem das assembleias de base, e não dos gabinetes iluminados. Solidária, porque a competição que o capital nos injeta é a maior aliada da dominação; precisamos de apoio mútuo que faça da sobrevivência um ato coletivo de afeto e resistência. Autogestionária, para que a luta seja, desde já, a semente do mundo que queremos: sem patrões, sem gerentes da revolução, sem quem mande e quem obedeça. Essa não é uma utopia ingênua, mas a prática concreta de quem, nas ocupações de terra e de teto, nas cozinhas comunitárias, nos piquetes autônomos e nas redes de cuidado, já demonstra que outra arquitetura social é possível, aqui e agora, sob as ruínas do presente.

As demais promessas estão sepultadas. O socialismo de Estado ruiu no século XX, deixando um legado de gulags e desencanto. O reformismo eleitoral tornou-se gestor da crise, aplaudindo o desmatamento enquanto distribui migalhas. Resta-nos o anarquismo, não como um dogma do passado, mas como a única bússola que insiste em não trocar a liberdade pela eficiência do matadouro. Resta-nos a teia de cumplicidades que não se deixa capturar por CNPJ, ministério ou comitê central. Resta-nos a coragem de assumir que somos nós, xs precarizadxs, xs sem-terra, xs periféricxs, xs indesejadxs, quem podemos — e devemos — dirigir nossos próprios passos, sem pedir licença a qualquer instância que se coloque acima de nós. Tudo o que não é horizontal termina verticalmente sobre nossos corpos.

Por isso, o convite não é para aderir a uma legenda ou aplaudir um líder — é para arriscar. Experimentar a autogestão na sua ocupação, no seu bairro, no seu local de trabalho. Transformar a raiva em ação direta, sem esperar que um comitê aprove. Tecer alianças livres e federadas, que não procurem tomar o poder, mas dissolvê-lo em milhares de vínculos comunais. O capital não espera, a crise não dá trégua, e nós também não podemos esperar. Venha conosco construir um mundo novo no ventre do monstro: um mundo onde caibam todos os mundos, sem hierarquias, sem cercas, sem medo. Arrisque, experimente e venha conosco!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Atendimentos jurídicos da FACA em Junho de 2026

A Federação Anarquista Capixaba divulga sua agenda de atendimentos jurídicos e sindicais do mês de junho de 2026.

Todos os atendimentos serão realizados mediante agendamento no e-mail fedca@riseup.net.

DIAS E LOCAIS:

03/06/2026: Marataízes/ES

04/06/2026: Piúma/ES

10/06/2026: Laranja da Terra/ES

11/06/2026: Cachoeiro de Itapemirim/ES

19/06/2026: Iconha/ES

26/06/2026: Nova Venécia/ES.

Reforçamos: os atendimentos se darão mediante prévio agendamento no e-mail fedca@riseup.net.

Pela transformação social!

Pelo socialismo libertário!

Federação Anarquista Capixaba – FACA

Federada à União Anarquista Federalista – UAF

Live da UAF: 16/05/2026

A FACA reproduz e dissemina a atividade da UAF, convidando todxs compas para se somarem ao evento!

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Não se engane: a famigerada escala 6×1 não é apenas um “modelo de jornada”, ela é a face mais brutal e cruel da exploração capitalista no mundo do trabalho moderno. Ela representa o sequestro da nossa vida, a alienação da nossa existência e o roubo sistemático do nosso tempo em troca de migalhas para sobreviver. É a materialização da lógica perversa de que o trabalhador existe apenas para gerar lucro, enquanto seu corpo adoece, sua mente se esgota e seus sonhos são esmagados sob o peso da produção insana. Por isso, não podemos tratar isso como um simples debate técnico ou uma pauta reformista qualquer.

O Brasil e o mundo do trabalho moderno estão imersos em uma crise profunda de humanidade, onde o “tempo é dinheiro” se converteu em um decreto de morte social para a classe trabalhadora. A escala 6×1, em especial, é o símbolo máximo da opressão patronal: é a engrenagem que gira sem descanso para garantir que o patrão acumule riquezas enquanto o operário só acumula cansaço e dívidas. A imagem do relógio e do trabalhador em silhueta na divulgação não é um acaso estético; é um grito visual que denuncia uma vida vivida em função do serviço, onde o “descanso” é apenas um curto intervalo para recarregar as baterias para a próxima rodada de exploração. Esta não é uma discussão sobre leis trabalhistas, é uma discussão sobre a luta de classes.

Chega de conciliação, chega de aceitar migalhas como vitórias. A União Anarquista Federalista convida todos e todas para uma reflexão que é, antes de tudo, um ato de resistência. Não vamos falar sobre como “melhorar” o capitalismo ou como “humanizar” a exploração. Vamos discutir a lógica perversa do trabalho assalariado e como podemos nos libertar dessa jaula. É preciso romper com a passividade, organizar a resistência nos locais de trabalho e construir as bases para uma vida livre, onde o trabalho sirva às necessidades humanas e não ao lucro de meia dúzia de parasitas. Essa live é um chamado às armas, um ponto de encontro para a construção da consciência e da autogestão de classe.

A luta por uma existência digna não espera. Marque na sua agenda e prepare seu espírito combativo: a LIVE DA UAF acontecerá no dia 16/05/2026, às 15 horas, pelo canal do YouTube @uaf-br. Não se trata de um evento passivo, mas de uma trincheira de debates e da construção coletiva de um futuro sem patrões, sem jornadas que adoecem e sem as correntes invisíveis do trabalho moderno. Traga sua indignação, traga sua força, mas acima de tudo, traga sua vontade de mudar o mundo. Pela nossa liberdade e contra toda opressão do trabalho!

União Anarquista Federalista – UAF
Filiada à Internacional de Federações Anarquistas – IFA